13 de dezembro de 2007

Luz

Todos os dias passo por um lampião e parece-me que ele apagasse com a minha passagem! Pode ser mania minha mas sempre considerei isso mau, como um sinal de mau karma - má energia interrompe energia. Posso estar a imaginar mas a realidade é k não estou bem... Já não vivo no passado... Vivo agora num presente absurdo e continuo de inexistência de emoções. Ando como ser inanimado na minha rotina diária que me assegura e confere o próximo dia.

Estou farto de escuridão! Quero luz, quero ser a luz e não fazê-la desaparecer... O que tenho que fazer por um sincero sorriso? Por um momento de felicidade? Para que quando passe por aquele lampião ele acenda-se? Será que apenas esquecer o passado e só lá voltar para sentir pelo menos a nostalgia não basta? Porque tenho que me assombrar com erros apagados? Basta!

Aparece minha luz, ilumina-me a noite de Lua Nova... Mostra-me o caminho e aclarece-me um sorriso...

18 de outubro de 2007

Interrogações

Questões, interrogações, dúvidas! Toda a vida é conduzida por tamanhos problemos, tudo o que fazemos origina dúvida, até o que os outros fazem suscita dúvidas em nós. O que podemos fazer? Nada! A interrogação faz parte da condição Humana, aliás, é um dos factores impulsionantes da vida!

Desde o inicio do tempo o Homem duvidou sobre si, sobre os outros e sobre o que o rodeia e foram essas dúvidas que nos levaram ao ponto onde estamos hoje. O problema não está na dúvida ou interrogação em si mas nas respostas que esses problemas originam!

Terei eu chegado à melhor solução? Tomado a atitude mais correcta? Espero que sim, porque o que passou, passou e a dúvida não deve estar no que já foi mas sim no que será feito, no futuro! Devo-me preparar para o que vem, tentado escalrecer uma dúvida antes que ela surja, baseando-me em barreiras transpostas, só assim poderei evoluir, tornar-me alguém melhor, um ser Humano mais competente.

Quero estar pronto para o que vem mesmo tendo a consciência que nunca o estarei!

17 de setembro de 2007

Palavras

Num momento de introspecção cheguei a uma conclusão:
"Somente as palavras escritas merecem ser ouvidas..."

Podem não concordar comigo mas, estou farto de palavras ocas, promessas vãs... Falamos sem realmente pensar, prometemos o que não queremos. Somos eloquentes mas incorrectos no que queremos transmitir.
Apenas quando escrevemos é que nos dignamos a uma diferente forma de ponderação.
Quando o cérebro está no seu normal turbilhão de ideias e pensamentos, oralmente sai a mesma confusão de palavras não sentidas que nos vai na mente, sem uma filtração ou sequer uma organização devida.
Só quando a caneta se junta ao papel, o giz no quadro ou os dedos nas teclas que o nosso cérebro se organiza. As ideias formam-se as palavras saem, sendo ou não apagadas e reescritas o produto final é sempre o trabalho consciente de uma mente sã e clara.

Tudo o que é transmitido, seja escrito ou dito, tem o seu valor... Mas uma ideia escrita num momento de plena consciência tem a alma de uma imagem e portanto merece, mais que a outra, ser ouvida pelos ouvidos da mente.