29 de maio de 2009

Recomeço...

Por estas paragens passo muitas vezes... Mas a inspiração é sempre pequena ou deprimente! Por isso, hoje, com cigarro feito e aceso e um calor perto do intolerável que se faz sentir no meu recanto cheio de maquinas, forço-me a escrever umas palavras...

Epoca estranha! Será esta a melhor defenição? Atraio e sou atraido por problemas, pessoas ou situações problemáticas... Tento reescrever-me, mudar, ser alguém de que me orgulhe mas há sempre situações que requerem o meu eu de sempre e por elas deixo os meus "pequenos" momentos e quando penso poder voltar a mim, descubro que tudo mudou!
O cansaço é notável! Olho-me ao espelho e à minha frente só se nota uma mera reflexão daquilo que já fui... Quero andar, correr, sentir o vento dos tempos na cara e nisso espero sentir alegria equiparada à felicidade inocente de um canideo com a cabeça fora do carro. Já não me interessa o destino, apenas o percurso. Considero desistir de pensar em que curvas virar, nenuma é correcta! Porque penso tanto antes de agir? Mente minha, deixa-me ser inconsciente! De que vale ceder conselhos e direcções a outros se nao sigo os mesmos?
Tenho que me ouvir a mim mesmo mais vezes...

O cigarro acabou e o turbilhão de pensamentos contraditórios cansa-me... Vou retirar-me!!!

22 de abril de 2008

Momento perfeito...

Chove!... Acendo um cigarro e fico na minha solidão a ouvir o silêncio de cada individual gota a bater no chão. Ah a perfeição de alguns momentos...

Saudades de tempos que nunca vivi ao certo, refugio-me nos confins da minha consciência onde a vida é perfeita com todos os seus defeitos. Nada é perfeito na sua totalidade, a perfeição acho-a no que não é perfeito. São os defeitos, os problemas ou as discordâncias que fazem de pessoas, momentos ou conversas perfeitas.

Faz muito tempo que deixei de apreciar os pequenos momentos que me faziam feliz. O cigarro fumado à luz de uma bela lua cheia, o café acompanhado de uma excelente conversa, o inspirar uma lufada de ar fresco sozinho à beira-mar. O que mais me impressiona é que deixei de ter o prazer que outrora tinha nos mesmos e, neste momento, não sei que instantes os substituiram se é que esses existem!
Terei mudado? Terão os meus padrões se alterado?... Perguntas que ficam por responder...

"Carpe Diem", palavras de Horácio que deixaram de ser sábias para se tornarem num cliché ditas por patetas felizes. É impossivel aproveitar o momento enquanto ele acontece, caimos no erro de observar o momento sem tirar o tempo para realmente o aproveitar... O meu conselho? Vive o dia, a semana o mês, porque não serão perfeitos 10 minutos de um dia mas sim o dia todo, quando relembrado mais tarde... Não é perfeito o primeiro beijo, acto em si, mas tudo o que levou a ele e, no momento, apenas o sentimento é relevante... Olha para aquela fotografia que tanta coisa te faz recordar e pensa se te lembras de tirar a fotografia ou do que levou a tirá-la...

Apago o cigarro, já divaguei! Pequenos momentos de divagação... serão estes os meus novos momentos perfeitos ou sempre o foram?...

17 de fevereiro de 2008

Pára!?...

Pára! Grita ele quase em desepero...
Até tenho pena! Mas não posso parar, ele tem que me ajudar, ele tem que se esforçar comigo, porque se ele não se aplicar também eu não me aplico... Não posso ceder a tamanho pedido porque nós temos o mesmo objectivo: conseguir mais.

Temos que conseguir, temos que continuar, temos que nos levar mais à frente e alargar os nossos limites. Só assim seremos mais. Se eu não continuar ele não será mais do que é, se ele desistir eu também desisto. É uma luta de vontades, um puxar em conjunto. Temos que ser um e deixar de lutar um contra o outro.

Mas cedi. Parei! E o seu contentamento rapidamente se tornou em remorso! Pois é, eu sabia que não ia conseguir desistir... A necessidade de provar que é capaz é superior às adversidades a que se confronta...

Por isso, continuamos, como sempre o fizemos desde que existimos. Como sempre, estabelecemos uma meta e tudo depende da nossa capacidade de esforço para a atingirmos. Quando ultrapassada já não há voltar atrás, aí estará fora das nossas mãos e então poderemos descansar ou preparar para mais uma maratona.

Portanto, só tenho que o lembrar que fomos, somos e seremos sempre um! Porque ele é a minha consciência, o meu ser, na realidade, e sem qualquer outro sentido, ele é o meu Cérebro!... E sem o meu cérebro não sou nada porque sem o seu esforço, trabalho e dor nada alcançarei!...